Casa Pai Jacob do Oriente

Janelas da Oralidade – Fundo Estadual de Cultura 2016

Em fevereiro e março de 2018, a Associação, com o patrocínio do Fundo Estadual de Cultura, (FEC-2016), realizou quatro vivências/oficinas acerca de temas e questões extraídas da cosmovisão da Casa, abordando principalmente a necessidade de construir novas formas de pensamento a partir das múltiplas manifestações (políticas, sociais, culturais e religiosas) da diáspora afro-brasileira.

 Filme Encontro com Iemanjá: Para Além dos Olhos – Fundo Estadual de Cultura 2016

Durante a comemoração dos 120 anos da cidade de Belo Horizonte, no dia 12 de dezembro de 2017, a Secretaria de Cultura de BH devolveu para a cidade e para os povos de matriz africana o Monumento a Iemanjá. A imagem de Iemanjá que está na orla da Lagoa da Pampulha foi retirada e restaurada com o acompanhamento da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente.

Em 2016, a Associação investiu na articulação com a Biblioteca Pública Estadual Luiz Bessa, com o objetivo de promover ações junto aos terreiros de axé na cidade visando a correta organização e preservação dos documentos que contam a história e preservam a memória afro-brasileira em Belo Horizonte.

Restauração do Acervo – Biblioteca Luiz de Bessa 2016

Ciclo das Insabas – Fundo Socioambiental Casa 2019

Em 2019 iniciou-se uma serie de vivências chamadas de Ciclo das Insabas. O projeto visa promover a retomada e a melhoria de sistemas agroecológicos em territórios afro-indígenas urbanos e rurais da Região Metropolitana (quilombos e terreiros), para garantir sua segurança alimentar (especialmente no que se refere à qualidade nutricional) e uma revitalização de sua medicina tradicional baseada nas insabas (folhas, ervas, cascas e raízes), fortalecendo suas condições materiais e imateriais de existência. Buscamos promover um processo de formação em agroecologia urbana, a partir de uma metodologia participativa que envolve troca de experiências entre mestres quilombolas urbanos e rurais, incentivando que as pessoas implementem sistemas agroecológicos em suas residências. O intercâmbio de experiências ocorreu entre as pessoas da comunidade que frequentam o terreiro e os quilombos Luízes (Belo Horizonte) e Mato do Tição (Jaboticatubas).

Exposição Confluência de Raízes – CRCP

A Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente inaugurou a exposição “Confluências de Raízes: fé, tra dição e resistência” , no CRCP – Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, em janeiro de 2018. A exposição conta a história do terreiro desde a sua fundação até os dias atuais, além de mostrar os costumes da casa através do acervo recuperado da CCPJO. Esse acontecimento é mais uma forma da casa combater o racismo e a discriminação em espaços públicos, levando o conhecimento dos costumes e tradições dos povos de matriz africana a um número maior de pessoas. A exposição, itinerante, percorrerá todos os centros culturais de Belo Horizonte.

Cherô Guiné – Festejos Sagrados nas Ruas de Belo Horizonte

Festejos Sagrados nas Ruas de Belo Horizonte é o nome dado ao estudo que foi base do processo de reconhecimento, como patrimônio cultural imaterial da cidade de Belo Horizonte, da Festa de Iemanjá, realizada há 60 na orla da Lagoa da Pampulha, no final de semana mais próximo do dia 15 de agosto, e da Festa de Preto Velho, realizada há mais de 30 anos na Praça Treze de Maio, no bairro da Graça, no mês de maio. Essas duas celebrações são tradicionais e reúnem dezenas de comunidades tradicionais afro-brasileiras (terreiros, centros, roças, tendas, umbandas e candomblés), fortalecendo sua comunhão e sua auto-estima. Em agosto de 2017 o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte manifestou favorável à abertura do processo de Registro Imaterial das celebrações tradicionais, Festa de Preto Velho e Festa de Iemanjá, a pedido da Associação da Resistência Cultural Afro-Brasileira Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente. Em seguida, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura contratou uma parceira, a Associação Cultural Sem Fins Lucrativos Confluência – Ações para a Cidadania para executar o trabalho. Desde maio de 2018, uma equipe de 16 pesquisadores e agentes culturais integrantes de 7 diferentes terreiros de Belo Horizonte e Região Metropolitana de BH (RMBH) trabalharam no processo para registros dos festejos como patrimônio cultural imaterial de nossa cidade. No dia 16 de outubro de 2019, com a presença de vários terreiros de Belo Horizonte e Região Metropolitana, o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte, reconheceu os dois festejos (Preto Velho e Iemanjá) como Patrimônio Imaterial da cidade.



Em 2020, a CCPJO realizou com apoio da Fiocruz o projeto “Aqui o Vírus Não Entra” que foi um projeto voltado para a Comunidade da Vila Senhor dos Passos abrangendo as áreas e territórios de confluências em que associação desempenha as ações. O projeto iniciou-se no início da Pandemia do Covid-19 mantendo as atividades de doação de alimentos arrecadados pelas parcerias com a Prefeitura de Belo Horizonte e CEASA Minas Gerais, também neste novo âmbito eram feitas conscientizações informais com base nas informações televisivas e virtuais, sem distribuição de material informativos, máscaras e álcool gel. O apoio da Fiocruz possibilitou ampliar as ações para maior captação, triagem e distribuição de doações alimentícias durante o período do projeto. Dessa maneira minimizando o impacto da restrição alimentar, garantindo por um período a alimentação adequada. Possibilitou criação de material informativo e acessível sobre a pandemia Covid-19 com a linguagem da comunidade, dando enfoque na conscientização em torno da gravidade da pandemia e da necessidade de se adotar medidas preventivas e formas eficazes durante as rotinas diárias para a prevenção e o cuidado (de si e dos outros). O apoio impactou consideravelmente na geração de renda para os moradores da comunidade, envolvendo-os com os serviços da produção dos insumos (sabão caseiro, envaze de álcool gel, beneficiamento e distribuição de alimentos) para o “Kit Aqui o Vírus não Entra” que foram distribuídos durante as ações na comunidade.

Aqui o Vírus Não Entra –  FioCruz 2020

CANGIRA – Empoderamento estrutural para povos e comunidades tradicionais e afro periféricas – Ministério da Igualdade Racial 2023

De junho de 2023 a agosto de 2024 – já em fase de encerramento – a Associação realizou o projeto “Cangira – Empoderamento estrutural para povos e comunidades tradicionais e afro periféricas” , com apoio do Ministério da Igualdade Racial, cujo o objeto foi a ampliação e estruturação do acesso dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana (Terreiros) em situações periféricas às políticas públicas na perspectiva da proteção e garantia de direitos, território e cultura, inclusão social e desenvolvimento sustentável que se localizam nas Periferias e Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Termo de Fomento no 936676/2022, celebrado por intermédio da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Laços da Ancestralidade 2021 – 2023

Festival Laços da Ancestralidade – Expressões da Matriz Afro em BH” é uma celebração que envolve o reconhecimento do território tradicional da matriz afro em BH para além de seus limites geoespaciais. O projeto ocorrerá no mês de novembro e incluirá atividades como: laço na gameleira; roda de escuta; encaminhamento de carta de compromisso; apresentações culturais e feira de afroempreendedorismo, assim como na sua primeira edição no ano de 2022. O objetivo é fortalecer a valorização cultural, econômica e social da presença dos povos e comunidades tradicionais de terreiro em BH.

 Pisada de Caboclo

Desde 2017, a pedido do Caboclo Roxo e Pai Ricardo a  CCPJO organiza a “Pisada de Caboclo – Confluências Afro-indígenas” , no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. Esse evento envolve vários terreiros, tendas e centros e lideranças indígenas (Maxakali, Xacriabá e Pataxó, Pataxó Hahahae, Quechua, Kamakã Mongoió , Guaranis, Tupinambás, Huni Kuin,) com o objetivo de cultuar e valorizar a ancestralidade indígena que também compõe a tradição dos povos de matriz africana, representada pela linha dos caboclos.

Orisamba

Em 2015, Gabriel Moura  fundou o Bloco Afro-Periférico OriSamba, com o intuito de levar para as ruas da Vila Senhor dos Passos e de Belo Horizonte, cantos e danças inspiradas nas tradições de matriz africana e periférica. O nome do bloco vem a partir de conceitos subjetivos usados dentro das casas e terreiros de axé: “Ori” e “Samba”. Ori faz parte de nosso viver e conviver entre corpo e espírito, sendo nossa “cabeça”, “orientação” com respeito ao tempo, natureza e o próximo conforme os costumes tradicionais afro-brasileiros. E “Samba” deriva de “Semba”, está ligado ao ato de gerar, a ligação, o cordão umbilical, matriz e essência da vida: a mulher. Que é a parte essencial que nos liga uns aos outros fazendo sempre nos lembrar de nossos ancestrais. Com isso o nome OriSamba, leva para as ruas a beleza das cores, a alegria das toadas dos tambores, e o recontar da história e cultura afro-brasileira em Belo Horizonte.O Bloco OriSamba nasceu no bairro Lagoinha na Vila Senhor dos Passos, um território com uma rica tradição carnavalesca, mas também marcado por vulnerabilidades sociais. A criação do bloco foi uma resposta à necessidade de reavivar o carnaval na comunidade e de proporcionar um espaço de resistência cultural para as populações negras e periféricas. O bairro da Lagoinha, que já foi um grande centro cultural de Belo Horizonte, sofreu com a marginalização ao longo das décadas, e o OriSamba desempenha um papel importante na revitalização não apenas do carnaval, mas também dos laços culturais e comunitários da região.