Casa de CaridadeO que construímos · CCPJO
Da agroecologia à percussão, da exposição itinerante ao patrimônio imaterial — os projetos da CCPJO nascem das necessidades reais da comunidade e das tradições que queremos preservar. Conheça cada iniciativa e o que ela representa para a Lagoinha e para Belo Horizonte.
De junho de 2023 a agosto de 2024, a Associação realizou o projeto Cangira com apoio do Ministério da Igualdade Racial. O objetivo foi a ampliação e estruturação do acesso dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana (Terreiros) em situações periféricas às políticas públicas, na perspectiva da proteção e garantia de direitos, território e cultura, inclusão social e desenvolvimento sustentável.
O projeto atendeu terreiros localizados nas periferias e Região Metropolitana de Belo Horizonte, por meio do Termo de Fomento nº 936676/2022.
Encerrado
O projeto Cangira II é uma ação cultural que promove o encontro entre dança, acessibilidade e saberes das matrizes afro-brasileiras, fortalecendo a arte como instrumento de inclusão, pertencimento e transformação social. A iniciativa propõe experiências formativas e artísticas que unem corporalidade, cultura de terreiro e Língua Brasileira de Sinais (Libras), ampliando o acesso de pessoas surdas aos conhecimentos, expressões e manifestações da cultura afro-brasileira. Partindo da compreensão do corpo como território de memória, comunicação e ancestralidade, o projeto desenvolve atividades que valorizam as tradições afro-diaspóricas, estimulando a troca de saberes entre diferentes públicos e promovendo o respeito à diversidade cultural. Ao integrar dança, expressão corporal e acessibilidade, o Cangira II contribui para a democratização do acesso à cultura, fortalecendo práticas inclusivas e ampliando as possibilidades de participação de pessoas com deficiência nos espaços artísticos e culturais. Mais do que uma ação formativa, o projeto reafirma o compromisso com a construção de uma sociedade mais diversa, acessível e conectada às suas raízes ancestrais, reconhecendo a arte como um caminho para o diálogo, a valorização das diferenças e a promoção da cidadania.
O projeto atendeu terreiros localizados nas periferias e Região Metropolitana de Belo Horizonte, por meio do Termo de Fomento nº 968770/20242.
Encerrado SAIBA MAIS
Em 2019 iniciou-se uma série de vivências chamadas de Ciclo das Insabas. O projeto visa promover a retomada e a melhoria de sistemas agroecológicos em territórios afro-indígenas urbanos e rurais da Região Metropolitana, para garantir segurança alimentar e uma revitalização da medicina tradicional baseada nas insabas — folhas, ervas, cascas e raízes.
O intercâmbio de experiências ocorreu entre a comunidade do terreiro e os quilombos Luízes (Belo Horizonte) e Mato do Tição (Jaboticatubas), promovendo agroecologia urbana a partir de metodologia participativa.
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Estudo que foi base do processo de reconhecimento, como patrimônio cultural imaterial de BH, da Festa de Iemanjá e da Festa de Preto Velho. Em agosto de 2017, o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de BH manifestou-se favorável à abertura do processo, a pedido da CCPJO.
Desde maio de 2018, uma equipe de 16 pesquisadores de 7 terreiros trabalhou no processo. Em 16 de outubro de 2019, os dois festejos foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial de Belo Horizonte.
EncerradoEm 2020, com apoio da Fiocruz, a CCPJO realizou projeto voltado para a Comunidade da Vila Senhor dos Passos durante a pandemia de Covid-19. O projeto manteve atividades de doação de alimentos em parceria com a Prefeitura de BH e a CEASA Minas Gerais.
O apoio da Fiocruz ampliou as ações de distribuição de alimentos, criou material informativo acessível e gerou renda para moradores — envolvendo-os na produção de sabão caseiro, álcool gel e beneficiamento de alimentos para o "Kit Aqui o Vírus não Entra".
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A CCPJO inaugurou a exposição "Confluências de Raízes: fé, tradição e resistência" no CRCP – Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, em janeiro de 2018. A exposição conta a história do terreiro desde sua fundação até os dias atuais, mostrando costumes da casa por meio do acervo recuperado.
A exposição itinerante percorreu centros culturais de Belo Horizonte, combatendo o racismo e a discriminação em espaços públicos.
EncerradoEm fevereiro e março de 2018, a Associação realizou quatro vivências e oficinas acerca de temas e questões extraídas da cosmovisão da Casa, abordando a necessidade de construir novas formas de pensamento a partir das múltiplas manifestações — políticas, sociais, culturais e religiosas — da diáspora afro-brasileira.
Encerrado"Cada projeto nasce de uma necessidade real da comunidade e de um compromisso com a ancestralidade que nos sustenta."