Casa Pai Jacob do Oriente

Conheça nossa história

A família Moura se estabelece no território da lagoinha da década de 40, se enraizando e constituída como residência família consolidando-se como ambiente de práticas familiares e tradicionais de matriz africana de umbanda.

A história da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO) começa na década de 1940, quando a família Moura se estabeleceu na região da Lagoinha, em Belo Horizonte. Esse território, conhecido como Buraco Quente, tornou-se o berço de práticas culturais e espirituais de matriz africana, conectando gerações às suas raízes ancestrais

Em 1966, Joaquim Camilo e Maria das Dores de Moura fundaram a Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente, inspirados pelas tradições bantu preservadas de suas origens em Domingos do Prata/MG e Oliveira/MG. Inicialmente um espaço para cultos familiares e comunitários, o terreiro rapidamente se tornou um ponto de referência espiritual, cultural e social na região.

O “Centro do Camilo”, como passou a ser conhecido, cresceu ao longo do tempo, expandindo-se para um espaço externo ao barracão original, onde os moradores se reuniam para as sessões. Quando a cerca em frente ao terreiro foi retirada, muitos pensaram que o espaço estava sendo desocupado. Contudo, Joaquim Camilo anunciou que havia adquirido um novo lote e que o terreiro estava se expandindo para acomodar o número crescente de fiéis.

Em 1967, o casal decidiu se desligar do Centro da Dona Maria Concórdia e fundar, em sua própria casa, um barracão de um cômodo, feito de adobro, coberto com lona e madeira, onde iniciaram o culto de Umbanda. As sessões espirituais exigiam que empilhassem os móveis para liberar espaço, e o altar, simples e improvisado, era montado com tijolos, madeira e latas de óleo.

A história da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente começa com o médium Joaquim Camilo, que, por orientação espiritual, fundou um terreiro em 1967, inicialmente instalado na residência de sua família. Antes disso, ele frequentava um centro espírita existente na vila, o Centro da Dona Maria Concórdia, onde incorporava o preto velho Pai Jacob do Oriente. Durante esse período, Joaquim, junto a sua esposa, oferecia aos moradores da comunidade passes e orientações espirituais, além de receitas de remédios à base de ervas e plantas, ajudando aqueles que precisavam de cura e conselhos.

O casal, que atendia principalmente às necessidades espirituais e de saúde dos moradores, logo se tornou uma figura de liderança na comunidade. Este era um bairro carente de recursos públicos essenciais como saúde, saneamento básico e segurança, e o centro começou a preencher essa lacuna, oferecendo apoio e acolhimento.

O “Centro do Camilo”, como passou a ser conhecido, cresceu ao longo do tempo, expandindo-se para um espaço externo ao barracão original, onde os moradores se reuniam para as sessões. Quando a cerca em frente ao terreiro foi retirada, muitos pensaram que o espaço estava sendo desocupado. 

Contudo, Joaquim Camilo anunciou que havia adquirido um novo lote e que o terreiro estava se expandindo para acomodar o número crescente de fiéis.

Em 1967, o casal decidiu se desligar do Centro da Dona Maria Concórdia e fundar, em sua própria casa, um barracão de um cômodo, feito de adobro, coberto com lona e madeira, onde iniciaram o culto de Umbanda. As sessões espirituais exigiam que empilhassem os móveis para liberar espaço, e o altar, simples e improvisado, era montado com tijolos, madeira e latas de óleo.

Em 16 de setembro de 1976, a CCPJO foi registrada oficialmente como entidade religiosa, consolidando sua presença na comunidade e fortalecendo sua missão de preservar e disseminar as tradições afro-brasileiras.

Após alguns anos Joaquim Camilo partiu e posteriormente Maria das Dores se juntou a ele no Orum. Logo, Ricardo de Moura, assumiu o terreiro e cuida da casa até hoje.
Com uma trajetória marcada pelo profundo conhecimento das tradições afro-brasileiras, Pai Ricardo se destaca pelo domínio de áreas essenciais para a preservação e transmissão da cultura de matriz africana. Seus conhecimentos abrangem a identificação, classificação, manuseio e uso de ervas, os repertórios percussivos da tradição do axé de matriz Angola, além de técnicas de preparação e manuseio dos instrumentos musicais, cantos, benzeções, rezas e a consulta ao oráculo de búzios.

Se dedica à valorização e divulgação da cultura afro-brasileira, promovendo atividades culturais e espirituais na cidade. De maneira especial, ele se empenha em fortalecer a comunidade da Pedreira Prado Lopes e do Bairro Lagoinha, regiões historicamente marginalizadas, proporcionando apoio e amparo aos moradores e buscando criar um espaço de resistência e pertencimento para todos